segunda-feira, junho 06, 2011

Portugal vai mudar...

...ou então não, mas em relação a isto só daqui a quatro anos no final do mandato deste novo governo é que se pode dizer se Portugal mudou ou não, e se mudou para melhor ou pior.
Custou me ver a percentagem da abstenção (41,1%), dia 12 de Março eu e mais 300mil pessoas saímos à rua por todas as cidades em Portugal para lutar por uma mudança, a única mudança desde já é na cor do partido no poder, porque a abstenção não mudou, até piorou em relação às ultimas legislativas. 
Onde andaram essas pessoas que se manifestaram no dia 12 de Março e em outros tantos dias!? Onde é que está a Geração que se diz À Rasca!?
Eu estive lá no dia 12 de Março a descer a Avenida da Liberdade, demorei 2-3horas, hoje para ir votar, porque tenho o direito e o dever de me fazer ouvir e tentar eleger um governo melhor, fiz 8h enfiado em Comboios, percorri mais de 700km para exercer o meu dever. Senti me com dever cumprido, o meu voto pode não ter feito muita diferença, mas o voto dos 41,1% dos portugueses que hoje decidiram ficar em casa, esse sim podia ter feito uma grande mudança, a tal mudança pedida pelas várias manifestações/greves.
Basta, os governantes têm culpa pelo estado do país, mas os portugueses têm uma culpa ainda maior quando ficam em casa e nem se dão ao trabalho para ir votar, não venham fazer mais manifestações, mais greves, não prejudiquem mais o nosso Portugal. Se querem mudança façam por isso e vão votar. Estamos à rasca sim, mas por nossa culpa.
As nossas greves só prejudicam ainda mais o estado do país, não é assim que isto muda, vejam o caso da CP anda novamente em greves, isso sai caro à empresa, sai caro ao país porque não só afecta a CP como milhares de pessoas que usam regularmente os seus serviços para poderem ir trabalhar. Outro exemplo, o caso da greve de 15 dias na TAP, a Ryanair decidiu mandar 15 rosas ao sindicato para agradecer o lucro que vão ter nesses dias. Ah pois é, a desgraça de uns é o lucro de outros.
Estou farto de ver greves e manifestações, pessoas a falar mal dos políticos e depois chega-se às eleições tem se uma abstenção recorde. Não sou contra greves/manifestações, mas porra (e desculpem a expressão) saiam à rua e votem, façam algo de útil, porque votar é algo útil, é o vosso direito e também dever, lutem pela mudança.
Se querem sair da Geração à Rasca façam no por cima, parem de ser pessimistas, parem de só gritar contra, parem de se queixar contra medidas que têm que ser OBRIGATORIAMENTE aplicadas. Isto vai doer, e vai doer bem, não é só a mim, é a todos, ricos e pobres, burros ou espertos, ninguém lhes escapa, não lhe podem escapar, é preciso sofrer durante uns anos, e sofrer bem, mas daqui a uns anos estaremos melhor se o quisermos, basta querermos sair desta crise, e vamos conseguir, é preciso trabalhar, aumentar a produtividade, ser competitivo é assim que se ganha esta guerra. Nós somos um país tão pequeno, mas quando queremos sabemos sempre dar a volta por cima, é disso que estamos a precisar, vamos deixar o nosso triste fado de lado, e viver uma melodia mais alegre (uso fado no sentido de destino).

Depois de escrever o post encontrei este video interessante sobre isto mesmo.

domingo, junho 05, 2011

Dia Mundial do Ambiente

Criado pela Assembleia Geral das Nações Unidas comemora-se hoje o Dia Mundial do Meio Ambiente, e como diz o titulo do video em baixo é preciso pensar em novas ideias, repensar a maneira como vivemos com a Natureza. Precisamos de mudar as nossas praticas quotidianas para algo mais verde, mais ecológico. Temos de ser amigos do Ambiente, não chega criar a Earth Hour, é preciso mudar os hábitos das pessoas.
Um pequeno passo hoje, pode ser grande amanhã. Sejam Verdes!!!

quarta-feira, junho 01, 2011

vale a pena ler...

“Eu conheço um país que tem uma das mais baixas taxas de mortalidade de recém-nascidos do mundo, melhor que a média da União Europeia.

Eu conheço um país onde tem sede uma empresa que é líder mundial de tecnologia de transformadores.

Mas onde outra é líder mundial na produção de feltros para chapéus. Eu conheço um país que tem uma empresa que inventa jogos para telemóveis e osvende para mais de meia centena de mercados.

E que tem também outra empresa que concebeu um sistema através do qual você pode escolher, pelo seu telemóvel, a sala de cinema onde quer ir, o filme que quer ver e a cadeira onde se quer sentar.

Eu conheço um país que inventou um sistema biométrico de pagamentos nas bombas de gasolina e uma bilha de gás muito leve que já ganhou vários prémios internacionais.

E que tem um dos melhores sistemas de Multibanco a nível mundial, onde se fazem operações que não é possível fazer na Alemanha, Inglaterra ou Estados Unidos. Que fez mesmo uma revolução no sistema financeiro e tem as melhores agências bancárias da Europa (três bancos nos cinco primeiros).

Eu conheço um país que está avançadíssimo na investigação da produção de energia através das ondas do mar. E que tem uma empresa que analisa o ADN de plantas e animais e envia os resultados para os clientes de toda a Europa por via informática. 
Eu conheço um país que tem um conjunto de empresas que desenvolveram sistemas de gestão inovadores de clientes e de stocks, dirigidos a pequenas e médias empresas.

Eu conheço um país que conta com várias empresas a trabalhar para a NASA ou para outros clientes internacionais com o mesmo grau de exigência. Ou que desenvolveu um sistema muito cómodo de passar nas portagens das auto-estradas. Ou que vai lançar um medicamento anti-epiléptico no mercado mundial. Ou que é líder mundial na produção de rolhas de cortiça. Ou que produz um vinho que “bateu” em duas provas vários dos melhores vinhos espanhóis.

E que conta já com um núcleo de várias empresas a trabalhar para a Agência Espacial Europeia. Ou que inventou e desenvolveu o melhor sistema mundial de pagamentos de cartões pré-pagos para telemóveis. E que está a construir ou já construiu um conjunto de projectos hoteleiros de excelente qualidade um pouco por todo o mundo.

O leitor, possivelmente, não reconhece neste País aquele em que vive – Portugal.

Mas é verdade. Tudo o que leu acima foi feito por empresas fundadas por portugueses, desenvolvidas por portugueses, dirigidas por portugueses, com sede em Portugal, que funcionam com técnicos e trabalhadores portugueses.

Chamam-se, por ordem, Efacec, Fepsa, Ydreams, Mobycomp, GALP, SIBS, BPI, BCP, Totta, BES, CGD, Stab Vida, Altitude Software, Primavera Software, Critical Software, Out Systems, WeDo, Brisa, Bial, Grupo Amorim, Quinta do Monte d’Oiro, Activespace Technologies, Deimos Engenharia, Lusospace, Skysoft, Space Services. E, obviamente, Portugal Telecom Inovação. Mas também dos grupos Pestana, Vila Galé, Porto Bay, BES Turismo e Amorim Turismo. 
E depois há ainda grandes empresas multinacionais instaladas no País, mas dirigidas por portugueses, trabalhando com técnicos portugueses, que há anos e anos obtêm grande sucesso junto das casas mãe, como a Siemens Portugal, Bosch, Vulcano, Alcatel, BP Portugal, McDonalds (que desenvolveu em Portugal um sistema em tempo real que permite saber quantas refeições e de que tipo são vendidas em cada estabelecimento da cadeia norte-americana).

É este o País em que também vivemos.
É este o País de sucesso que convive com o País estatisticamente sempre na cauda da Europa, sempre com péssimos índices na educação, e com problemas na saúde, no ambiente, etc.

Mas nós só falamos do País que está mal. Daquele que não acompanhou o progresso. Do que se atrasou em relação à média europeia.

Está na altura de olharmos para o que de muito bom temos feito. De nos orgulharmos disso. De mostrarmos ao mundo os nossos sucessos – e não invariavelmente o que não corre bem, acompanhado por uma fotografia de uma velhinha vestida de preto, puxando pela arreata um burro que, por sua vez, puxa uma carroça cheia de palha. E ao mostrarmos ao mundo os nossos sucessos, não só futebolísticos, colocamo-nos também na situação de levar muitos outros portugueses a tentarem replicar o que de bom se tem feito.

Porque, na verdade, se os maus exemplos são imitados, porque não hão-de os bons serem também seguidos?”

Nicolau Santos, Director-ajunto do Jornal Expresso
artigo também publicado na revista "Up" da TAP

Depois das trocas de cartas/vídeos entre PortugalFinlândia, encontrei este interessante artigo, eu já o tinha lido a algum tempo, muito antes de toda esta 'polémica' entre estes dois países membros da (des)União Europeia, decidi agora partilha lo aqui no blog, é um texto extenso mas espero que tenham tido a paciência para o ler porque fala se coisas bastante interessantes sobre o nosso País e que faz bem aos Portugueses tomarem conhecimento e acabarem com este pessimismo patriota.

sábado, maio 28, 2011

Rock in Rio Lisboa

Fez no dia 21 um ano que começou o Rock in Rio Lisboa 2010 e eu tive a oportunidade de participar como voluntário nos cinco dias do festival, foi uma experiência única, fiz novas amizades e ainda tive a oportunidade de ver os vários concertos. Foram 5 dias cheios, e fantásticos, só me resta esperar que para o próximo ano possa participar novamente como voluntário no Rock in Rio Lisboa 2012. :D

sexta-feira, maio 20, 2011

Olivença

Fazem hoje precisamente 210 anos que a nossa vizinha e suposta amiga Espanha invadiu Olivença. Num momento em que Portugal andava preocupado com as Invasões Francesas de Napoleão, Espanha ataca Olivença e toma para ela uma área de cerca de 430km2. Existem vários tratados que nos conferem a posse de Olivença, o mais antigo data de 1297, Tratado de Alcanizes, assinado pelo nosso Rei D. Dinis, e pelo Rei de Leão e Castela. Depois da invasão espanhola, Portugal vê-se obrigado a assinar um tratado, Tratado de Badajoz em 1801, que sete anos mais tarde vem a ser denunciado por Portugal, e deixa de ter efeito. No Congresso de Viena de 1815, Portugal e Espanha chegam a um acordo, Olivença passa a pertencer ao Reino de Portugal, ao qual corresponde o Art. 105.º em que se lê que 
"As Potências, reconhecendo a justiça da reclamações formuladas por Sua Alteza, o Príncipe Regente de Portugal e do Brasil, sobre a vila de Olivença e os outros territórios cedidos à Espanha pelo tratado de Badajoz de 1801, e considerando a restituição destes objectos como uma das medidas adequadas a assegurar entre os dois Reinos da Península aquela boa harmonia, completa e estável, cuja conservação em todas as partes da Europa tem sido o fim constante das suas negociações, formalmente se obrigam a empregar por meios conciliatórios os seus mais eficazes esforços a fim de que se efectua a retrocessão dos ditos territórios a favor de Portugal. E as Potências reconhecem, tanto quanto depende de cada uma delas, que este ajuste deve ter lugar o mais brevemente possível".      

Até hoje Espanha nunca nos entregou aquilo que por direito é nosso, nem parece ter muita vontade em nos entregar Olivença, mas também penso que Portugal nunca fez muito para reclamar este território. Estamos sem fim à vista, Olivença continua sobre soberania espanhola, mas com muitas coisas portuguesas, mais recentemente as placas dos nomes das ruas que estavam em castelhano passaram a ter também os nomes em português. Espero que este isto se resolva em breve, Olivença era portuguesa e sempre o será.

PS: ali no mapa ao lado pode se ver a parte que corresponde a Olivença.

Curiosidade: é em Olivença que se encontra sepultado o padre português, depois Bispo de Ceuta, que realizou a primeira missa no Brasil, a 26 de Abril de 1500.  

domingo, maio 15, 2011

"Eu tinha a ambição de não somente ir além do que qualquer outro homem tinha ido antes, mas de ir até aonde fosse possível ir." 
James Cook (explorador britânico)